|
Quantas vezes eu falei e ninguém me ouviu
quantas vezes eu ouvi e ninguém falou
quantas vezes eu colhi e ninguém plantava
quantas vezes eu chorei e não me enxugaram as lágrimas
Estavam sempre presos ao redemoinho do metal
com suas veias eletrônicas e idéias treinadas
Eu olhava para toda gente
E só via nada
E venderam seus corpos e desejos aos pedacinhos
Sem questionar
a aclamar
E perdiam o instinto
ganhando um código
para ficar igualzinho
Para fingir que assim não tinha perigo |